Por um longo tempo os Homens acreditavam que seus problemas sexuais eram parte normal e esperada de seu processo de envelhecimento. Vergonha, tabu, desinteresse ou mesmo preguiça, impediam os homens de procurar ajuda médica.

Felizmente, a medicina moderna e mudanças progressivas de atitude mudaram definitivamente esse mito. Os homens modernos e seus médicos passam, a cada dia, a se sentir mais confortáveis para conversarem sobre seus problemas sexuais e sobre os inúmeros tratamentos para manter a vida sexual dos pacientes ativa e com qualidade, até muito além dos setenta ou oitenta anos de idade.

Diversas doenças que acometem o homem moderno, compatíveis com nosso atual estilo de vida, podem ter como repercussão problemas sexuais, que felizmente podem ser contornados, na grande maioria das vezes, com a Andrologia Moderna.

A disfunção erétil ou impotência é a incapacidade persistente de obter e manter uma ereção suficiente para uma função sexual satisfatória e seu diagnóstico depende da relação estabelecida entre o médico e o paciente para melhora da saúde sexual. Agende já sua consulta.

Causas de Disfunção Erétil ou Impotência

A Disfunção Erétil (DE) frequentemente começa devido a fatores físicos, embora também haja casos nos quais é causada por motivos psicológicos. Explicamos a seguir em que consistem ambas as causas:

Causas psicológicas:

Ao contrário da crença popular, os fatores psicológicos não são a principal causa da Disfunção Erétil. Acredita-se que estes sejam apenas 10% dos casos.

A disfunção sexual psicológica é causada por nervosismo, ansiedade em relação ao desempenho ou medo de falhar durante a relação sexual. Estes fatores produzem no corpo uma descarga de adrenalina. Esta, por sua vez, causa diminuição do fluxo sanguíneo na região do pênis, provocando assim uma dificuldade na ereção. A Disfunção Erétil psicológica pode ser perpetuar com o tempo: cada insucesso em obter ereção aumenta os níveis de ansiedade associados, o que se transforma em um círculo vicioso difícil de superar sem ajuda. Outros fatores psicológicos incluem estresse, sentimentos de culpa, falta de desejo, depressão, etc. Estresse e problemas psicológicos, como a depressão, atingem 43% dos homens e são significativos para a Disfunção Erétil.

Diversos fatores psicológicos podem estar relacionados à dificuldade de ereção. Como já mencionado, de modo geral as pessoas acometidas são mais jovens e com depressão ou ansiedade. Pessoas mais velhas também podem ter outras preocupações maiores e sofrer de falta de interesse pelo sexo. Antes de se diagnosticar que a disfunção é de origem psicológica, muitos exames são necessários.

Disfunção Erétil Física ou Orgânicas:

Atualmente, acredita-se que até 90% dos casos são originados por fatores orgânicos, geralmente relacionados com má circulação sanguínea, ou insuficiência vascular. O pênis precisa receber um fluxo de sangue adequado para que o homem possa ter ereção. Um fluxo insuficiente pode determinar que a ereção não se mantenha durante a relação sexual e inclusive que esta não se complete.

Fluxo de sangue reduzido para o pênis:

Qualquer problema ou doença que limite o fluxo de sangue ao pênis pode causar impotência.
Ou seja, se o sangue não chega adequadamente ao pênis, ele não consegue se encher e atingir o grau de rigidez suficiente para penetrar a parceira ou o parceiro. Estas doenças levam ao surgimento de aterosclerose e dentre elas podemos citar o Tabagismo, a Diabetes, a Hipertensão, o abuso de álcool, drogas e obesidade. Além disso, muitos medicamentos utilizados para tratar estas doenças também podem alterar a função erétil. Exemplos muito comuns são medicações utilizadas para se manter os níveis de pressão arterial reduzidos e acabam por também piorar a qualidade da ereção.

Fatores associados à Disfunção Orgânica

  • Diabetes - Metade dos homens que apresentam diabetes tem algum grau de (DE). A incidência de Disfunção Erétil aumenta  conforme o avanço da idade. Veja estudos científicos
  • Hipertensão -  A presença de hipertensão aumenta três vezes a prevalência de doença arterial coronária e também o risco de Disfunção Erétil mais grave. A hipertensão representa 43% dos homens. Veja estudos científicos
  • Colesterol elevado – Mais da metade dos homens que tem colesterol alto podem ter Disfunção Erétil.  Veja estudos científicos
  • Risco cardiovascular – As doenças cardiovasculares afetam 58% dos homens com Disfunção Erétil, uma doença predominantemente de origem vascular. A incidência deste problema aumenta coma idade, sendo maior para homens com doenças cardíacas e pressão arterial alta. Veja estudos científicos
  • Depressão - A relação entre sintomas depressivos e Disfunção Erétil em homens de meia idade é real e muito presente. Veja estudos científicos
  • Fármacos - diuréticos, beta-bloqueadores, simpatolíticos, sedativos, hipnóticos, tranquilizantes…  Veja estudos científicos
  • Álcool, tabagismo e drogas – Quase metade dos homens que fumam apresentam alguma Disfunção Erétil. A mesma porcentagem serve para o alcoolismo que também prejudica desempenho sexual. Veja estudos científicos
  • Problema de próstata.

Doenças Associadas a Disfunção Erétil

• Diabetes tipo 1 e 2 – promove neuropatia que afeta a ereção.
• Hipertensão – Pressão Alta
• Dislipidemia – Colesterol e Triglicérides altos
• Doenças Cardíacas – homens após Infarto do Coração
• Depressão não tratada – homens com baixo desejo sexual
• Após cirurgias de próstata ( para tumores malignos )

Hábitos de vida Associados à Disfunção Erétil

• Alcoolismo
• Tabagismo – cessar o tabagismo melhora a função erétil.
• Drogas – como maconha, ecstasy e cocaína.
• Obesidade – os homens obesos tem 3x mais disfunção erétil

Embora associada com o envelhecimento natural e problemas da vida contemporânea. A Disfunção Erétil não é uma consequência inevitável. Existem tratamentos bem-sucedidos que garantem uma vida sexual saudável e prazerosa. Veja estudos científicos

 

Diagnóstico de disfunção erétil

A etapa mais importante no diagnóstico da disfunção erétil consiste no paciente procurar ajuda médica e explicar ao seu médico quais são os sintomas que estão relacionados à sua vida sexual. Nesse momento, o médico deverá realizar uma série de perguntas, que devem ser respondidas honestamente e com o maior detalhamento possível, por exemplo:

• Sua dificuldade de ereção surgiu subitamente ou progressivamente?

• Ela acontece em todas as relações ou esporadicamente?

• Seu desejo sexual está diminuído?

• Há algum problema grave na sua vida atualmente?

• Você tem atração física pela sua parceira ou pelo seu parceiro?

• Existe algum problema de relacionamento com sua parceira?

• Usa algum tipo de medicação?

• Existem ereções noturnas ou logo ao acordar?

• Existem outros fatores que podem afetar sua ereção, como Tabagismo, diabetes, hipertensão, abuso de drogas ou  álcool?

Todas estas perguntas e muitas outras servirão como úteis ferramentas no diagnóstico da disfunção erétil e na sua possível causa e tratamento.
Vale lembrar que homens mais jovens geralmente tem disfunção associada a problemas psicológicos, como depressão e ansiedade e homens mais velhos, associada a problemas de saúde como pressão alta, diabetes, obesidade e tabagismo.

Exames que auxiliam o Diagnóstico

Inúmeros exames auxiliarão o médico a ter medidas mais objetivas e concretas do problema sexual que o homem vem enfrentando. Por exemplo, temos o exame de ultrassonografia doppler do pênis, em estado flácido, para avaliarmos os fluxos de sangue pelas veias que drenam o sangue e artérias que irrigam o pênis, o estudo da sensibilidade peniana, muito importante em homens com ejaculação precoce, conhecido como bioestesiometria, dentre muitos outros.

Tratamento da disfunção erétil

O objetivo do tratamento da disfunção erétil é permitir que o paciente alcance e mantenha uma ereção suficiente para a relação sexual.
O tratamento pode ser feito por diversas modalidades, que variam desde o uso de medicamentos orais (comprimidos usados antes do ato sexual), injeções intra-cavernosas no pênis e até procedimentos cirúrgicos de colocação de próteses penianas definitivas.

1. Inibidores de 5-fosfodiesterase – Comprimidos

A era dos medicamentos para melhorar a ereção se iniciou com o uso do Viagra em 1998 e revolucionou o tratamento da disfunção erétil masculina. Essa classe de medicamentos tem fácil uso e atuam ajudando na ereção, sem, no entanto melhorar o desejo sexual. Hoje em dia, essa classe de remédios e outros medicamentos com a mesma função existem, com efeitos colaterais e ação mais prolongada. Os principais efeitos colaterais são: rosto vermelho e quente, dor de cabeça no dia seguinte e queda da pressão arterial. Muitos homens se queixam destes medicamentos pois ficam nervosos e apreensivos antes da relação sexual, esperando o efeito do remédio e com medo dos efeitos colaterais.
De maneira geral, esses medicamentos atuam melhor em pacientes com problemas psicogênicos e com menor eficiência em pacientes com causa orgânica de disfunção erétil.

2. Injeção cavernosa no pênis – Injetáveis

Em casos em que a medicação oral não é eficaz, lançamos mão de outros métodos. A injeção de medicamentos dentro do pênis tem eficácia bem maior que o uso de medicamentos orais, já que não depende do estímulo sexual para atuar. Pode ser bastante eficaz em muitos casos, embora demande a necessidade de aplicação frequente do medicamento, com uma agulha e seringa. As ereções causadas pela aplicação de medicamentos diretamente no pênis são mais prolongadas e com maior rigidez, permitindo que o homem relaxe e não tenha os efeitos colaterais dos medicamentos utilizados em comprimidos. Tais medicações podem conter um, dois ou três medicamentos associados, que fazem variar o poder de ereção e a taxa de sucesso da utilização.

3. Próteses penianas

A prótese peniana é utilizada como última e definitiva alternativa para o tratamento da disfunção erétil. Indica-se tal tratamento quando os medicamentos orais e as injeções no pênis não funcionam mais. Trata-se de uma prótese implantada dentro do pênis, através de uma cirurgia de cerca de uma hora, que emoldura o pênis de modo a mantê-lo em posição de ereção, permitindo uma confortável penetração. Tal prótese é conhecida como semi-rígida e é feita de silicone envolvendo um molde metálico.
Existe também o modelo inflável, em que a prótese é ativada, através do enchimento da mesma com soro fisiológico, no momento da relação sexual e é recolhida após o término da relação.

4. Apoio psicológico

Vale lembrar que qualquer condição de baixo fluxo sanguíneo, também chamada de orgânica, pode ser agravada por um quadro psicológico que geralmente ocorre depois de notada a disfunção erétil.