Por um longo tempo os homens acreditavam que seus problemas sexuais eram parte normal e esperada de seu processo de envelhecimento. Vergonha, tabu, desinteresse ou mesmo preguiça, impediam os homens de procurar ajuda médica.

Felizmente, a medicina moderna e mudanças progressivas de atitude mudaram definitivamente esse mito. Os homens modernos e seus médicos passam, a cada dia, a se sentir mais confortáveis para conversar sobre seus problemas sexuais e sobre os inúmeros tratamentos que mantém a vida sexual dos pacientes ativa e com qualidade, até além dos setenta ou oitenta anos de idade.

Diversas doenças que acometem o homem moderno, compatíveis com nosso atual estilo de vida, podem ter como repercussão problemas sexuais, que felizmente, na maioria dos casos podem ser contornados.

A disfunção erétil ou impotência é a incapacidade persistente de obter e manter uma ereção suficiente para uma função sexual satisfatória e seu diagnóstico depende da relação estabelecida entre o médico e o paciente para melhora da saúde sexual. Agende sua consulta.

Causas de Disfunção Erétil ou Impotência

A disfunção erétil (DE) frequentemente começa devido a fatores físicos, mas também pode ser causada por motivos psicológicos. Explicamos a seguir em que consistem ambas as causas:

Causas psicológicas:

A disfunção sexual psicológica é causada por nervosismo, ansiedade em relação ao desempenho ou medo de falhar durante a relação sexual. Estes fatores produzem no corpo uma descarga de adrenalina. Esta, por sua vez, causa diminuição do fluxo sanguíneo na região do pênis, provocando assim uma dificuldade na ereção. A disfunção erétil psicológica pode se perpetuar com o tempo: cada insucesso em obter ereção aumenta os níveis de ansiedade associados, o que se transforma em um círculo vicioso difícil de superar sem ajuda. Outros fatores psicológicos incluem estresse, sentimentos de culpa, falta de desejo, depressão, etc.

Diversos fatores psicológicos podem estar relacionados à dificuldade de ereção. Como já mencionado, de modo geral as pessoas acometidas são mais jovens e com depressão ou ansiedade. Pessoas mais velhas também podem ter outras preocupações maiores e sofrer de falta de interesse pelo sexo. Antes de se diagnosticar que a disfunção é de origem psicológica, uma avaliação médica é necessária..

Causas Física ou Orgânicas:

São causas geralmente relacionadas à má circulação sanguínea, ou insuficiência vascular. O pênis precisa receber um fluxo de sangue adequado para que o homem possa ter ereção. Um fluxo insuficiente pode determinar que a ereção não se mantenha durante a relação sexual e inclusive que esta não se complete.

Fluxo de sangue reduzido para o pênis:

Qualquer problema ou doença que limite o fluxo de sangue ao pênis pode causar impotência.
Ou seja, se o sangue não chega adequadamente ao pênis, ele não consegue se encher e atingir o grau de rigidez suficiente para penetrar a parceira(o). Algumas doenças e estilos de vida podem levar ao surgimento de aterosclerose, dentre elas podemos citar tabagismo, diabetes, hipertensão, abuso de álcool, drogas e obesidade. Além disso, muitos medicamentos utilizados para tratar estas doenças também podem alterar a função erétil. Exemplos muito comuns são medicações utilizadas para se manter os níveis de pressão arterial reduzidos e acabam por também piorar a qualidade da ereção.

Fatores associados à Disfunção Orgânica

  • Diabetes - Metade dos homens que apresentam diabetes tem algum grau de disfunção erétil. A incidência de disfunção erétil aumenta  conforme o avanço da idade. Veja estudo científico
  • Hipertensão -  A presença de hipertensão aumenta três vezes a prevalência de doença arterial coronária e também o risco de disfunção erétil mais grave. A hipertensão representa 43% dos homens. Veja estudo científico
  • Colesterol elevado – Mais da metade dos homens que tem colesterol alto podem ter disfunção erétil.  Veja estudo científico
  • Risco cardiovascular – As doenças cardiovasculares afetam 58% dos homens com disfunção erétil, uma doença predominantemente de origem vascular. A incidência deste problema aumenta coma idade, sendo maior para homens com doenças cardíacas e pressão arterial alta. Veja estudo científico
  • Depressão - A relação entre sintomas depressivos e disfunção erétil em homens de meia idade é real e muito presente. Veja estudo científico
  • Fármacos - diuréticos, beta-bloqueadores, simpatolíticos, sedativos, hipnóticos, tranquilizantes.  Veja estudo científico
  • Álcool, tabagismo e drogas – Quase metade dos homens que fumam apresentam alguma disfunção erétil. A mesma porcentagem serve para o alcoolismo que também prejudica desempenho sexual. Veja estudo científico
  • Problema de próstata.

Doenças Associadas a Disfunção Erétil

• Diabetes tipo 1 e 2 – promove neuropatia que afeta a ereção.
• Hipertensão – Pressão Alta
• Dislipidemia – Colesterol e Triglicérides altos
• Doenças Cardíacas – homens após Infarto do Coração
• Depressão não tratada – homens com baixo desejo sexual
• Após cirurgias de próstata ( para tumores malignos )

Hábitos de vida Associados à Disfunção Erétil

• Alcoolismo
• Tabagismo – cessar o tabagismo melhora a função erétil.
• Drogas – como maconha, ecstasy e cocaína.
• Obesidade – os homens obesos tem 3x mais disfunção erétil

Embora associada com o envelhecimento natural e problemas da vida contemporânea. A disfunção erétil não é uma consequência inevitável. Existem tratamentos bem-sucedidos que garantem uma vida sexual saudável e prazerosa. Veja estudo científico

 

Diagnóstico de disfunção erétil

A etapa mais importante no diagnóstico da disfunção erétil consiste no paciente procurar ajuda médica e explicar ao seu médico quais são os sintomas que estão relacionados à sua vida sexual. Nesse momento, o médico deverá realizar uma série de perguntas, que devem ser respondidas honestamente e com o maior detalhamento possível. Se necessário alguns exames deverão ser realizados para complementar o diagnóstico.

Se você acha que a disfunção erétil está atrapalhando a sua vida sexual clique no link abaixo e responda a um pequeno questionárioOs resultados vão lhe dizer se você apresenta sinais da disfunção erétil ou alguma disfunção sexual geral.

A resposta a esse questionário não é um diagnóstico médico. Para obter um diagnóstico apropriado de sua situação, consulte um médico.




Tratamento da disfunção erétil

O objetivo do tratamento da disfunção erétil é permitir que o paciente alcance e mantenha uma ereção suficiente para a relação sexual satisfatória.

O tratamento pode ser feito por diversas modalidades, que variam desde o uso de medicamentos orais, injeções intra-cavernosas no pênis, terapias, bombas de vácuo e até procedimentos cirúrgicos de colocação de próteses penianas.

1. Tratamento Via Oral

O tratamento oral com inibidores seletivos da 5-fosfodiesterase (PDE5) provocam a liberação de vasodilatadores nos corpos cavernosos do pênis, que aliado ao estímulo sexual favorece a ereção. Existem alguns riscos médicos por conta do mecanismo de ação que devem ser avaliados por um médico antes de se definir pelo tratamento. Por ser um tratamento que também age em nível sistêmico, pode produzir alguns efeitos colaterais como rubor facial, dor de cabeça e queda da pressão arterial, entre outros.

2. Tratamento Injetável

As injeções intra-cavernosas no pênis atuam proporcionando relaxamento do tecido erétil do pênis enquanto também dilatam as artérias penianas o que proporciona aumento do fluxo de sangue, que produz a ereção. A ação dessa terapia é local e independe de estímulo sexual. Por ter ação local, pode ser tratamento de escolha para pacientes não elegíveis à terapia oral. Como efeito adverso pode haver ereção prolongada ou priapismo, em alguns casos.

3. Terapia Psicológica 

A psicoterapia tem seu valor em qualquer modalidade terapêutica escolhida pelo médico e pode inclusive ser utilizada como única modalidade terapêutica ou complementar para pacientes que por causa da ansiedade não conseguem ter ereção, ou para aqueles que por não controlar o medo de sofrer impotência nas próximas oportunidades não conseguem obter uma ereção satisfatória.

4. Próteses Penianas

Trata-se de um procedimento cirúrgico no qual uma prótese é implantada dentro do pênis sustentando-o de modo a mantê-lo em posição de ereção, ou a introdução de cilindros infláveis no pênis conectados a uma bomba com líquido. É a última opção de tratamento por se tratar de procedimento irreversível, depois do qual o paciente mão terá mais ereções espontâneas.

5. Bomba de Vácuo

Funcionam como auxiliares na reabilitação peniana. Consiste em um cilindro, dentro do qual o pênis é introduzido, por meio de um sistema de sucção o ar é retirado do cilindro, diminuindo a pressão interna, a pressão negativa favorece o fluxo de sangue para dentro do pênis, o que favorece a ereção. No meio médico é utilizada frequentemente em pacientes que precisaram remover a prótese peniana por infecções ou rejeição. Durante o período em que será necessário esperar para realizar a intervenção, a bomba pode ser útil impedindo que as cicatrizes deformem o órgão.